Museu Nacional de Machado de Castro

Excelente exemplo do que deve ser um Museu nacional, quer em termos de espaços, coleções, acolhimento, programa de visita. Um vinte.

Só mudava a parte final da exposição (cerâmicas, mobiliário, paramentos). Na verdade não mudava, retirava. As coleções de escultura, pintura e ourivesaria portuguesas são de uma qualidade impar, mas extenuante quando vistas e não olhadas. As útlimas salas deveriam ser um debriefing, com poucos ou nenhuns estímulos, numa lógica de sedimentação do conhecimento e preparação para o regresso à realidade. Aqui, no regresso à cidade, ajuda e muito a belíssima vista da esplanada do café do museu, com Coimbra, o Mondego, a universidade, a sé velha, o casario aos pés. O percurso muito bem desenhado, a arquitetura discreta a fazer sobressair as peças e as pessoas, ao contrário do costume, a promover uma sensação de bem-vindos.

Estranha, no entanto, a sensação de vazio de público, na cidade auto-denominada “do conhecimento”. Talvez os estudantes aparecessem oferecendo um shot com cada bilhete.

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