Boleima de Maçã da Casa do Parque*

A pedido de várias famílias. A pedido de uma família. A pedido de uma pessoa. Bem, na verdade ninguém me pediu nada.

Isto faz-se, mais ou menos (mais ou menos porque há uma base de saber culinário que atravessa transversalmente a maior parte dos preceitos na cozinha que eu não vou explicar. Se o dominas, dominas, se não o dominas, perguntas à mamã. Mais, vai tudo com fotinhas passo a passo que é para parecer que isto é a teleculinária.), assim:

para a massa:

1 chávena de óleo

1 chávena de leite

1kg de farinha

para o resto:

maçãs descascadas, descaroçadas, cortadas às rodelas, q.b.

açúcar louro

canela em pó

1. esticar metade da massa com o auxílio de um rolo… da massa de maneira que cubra o fundo de um tabuleiro de ir ao forno (aquele que se quiser, normalmente retangular, como este).

2. depois da massa esticada no fundo do tabuleiro, cobrir esta com rodelas de maçã, as seen below.

3. vamos à engorda: espalhar açúcar louro por cima do preparado anterior, de maneira mais ou menos uniforme. se, no resultado final, houver bocados que não tenham tanto açúcar, os que tiverem mais valem pelos outros. é tipo, surpresa prás papilas gustativas (palminhas). segue o mesmo procedimento com canela em pó, mas em muito menos quantidade.

4. repetir o procedimento de esticar o resto da massa, agora com fotos para quem não entendeu à primeira.

5. tapar a camada inferior com este novo retângulo, assim como quem diz fazendo camada, sempre com cuidadinho, amor e carinho, para ficar bem feitinho.

6. nova dose de açúcar, desta vez espalhado e acamado uniformemente (é que este é o que vai caramelizar e depois tostar e ficar assim tipo estaladiçozinho para depois saber melhor que um caramelo de badajoz a rebentar no palato).

7. passo opcional que a gente faz cá em casa porque é tudo gente mais esperta: com uma faca bem afiada, fazer cortes na primeira camada de massa (só na primeira, porque se cortarmos a segunda o açúcar no forno vai derregar para o fundo do tabuleiro e depois seca e cola-se tudo e não se consegue tirar a boleima do tabuleiro). estes cortes servem para facilitar o corte da boleima depois de cozinhada, caso seja do vosso interesse dividi-la irmãmente.

8. mais uns salpicozinhos de açúcar louro, mais uma pitada de canela.

9. vai ao forno bem quente. sei bem que “bem quente” não é uma medida precisa, mas isto também não é o masterchef.

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10. para confirmar a sapiência do “bem quente”, sabe-se que a boleima está pronta quando está tostada e a casa inteira cheira a caramelo. querem informação mais precisa do que esta? come on…

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11. comer, e partilhar, mas só com gente de bem!

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*ou de outro sítio qualquer. a receita é do domínio público. esta foi feita na Casa do Parque, pela Maria Antónia.

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