sal

a ilha é pequena e árida, vulcanica. praticamente plana com exceção algumas montanhas no lado norte.

os resorts estão no sul onde a praia é perfeita e há uma aldeia piscatória (o futuro dubai lá da zona, com a entrada dos barões do jogo chineses, que o ministério do turismo anda a namorar) que está a ser comida por aldeamentos – santa maria – onde se vai beber copos e ver os nativos e comprar recuerdos. para interações de qualidade, a happy hour do calema pub tem caipirinhas de grogue a 150 escudos e música variada para dançar. o tabaco é comprado em bancas de rua que também vendem chupa chupas e preservativos e bolachas.

as duas ruas centrais de santa maria são para se estar um bocado numa esplanada a tomar uma bica e a fazer o meu desporto favorito: ver quem passa. a esplanada do centro cultural tem wifi gratuito mas só na ponta mais chegada ao mar. nessa zona a esplanada, antes de mesas e cadeiras garridas, é uma praia artificial com espreguiçadeiras de spa e redes mosquiteiras penduradas das traves. e a praia a 20 metros. lindo. a melhor bica da terra é no café criôla, com esplanada virada a uma praça defronte da esquadra de polícia e à escola.

a razão para não haver resorts no lado este da ilha é o facto deste distar 500 km do senegal e ser uma espécie de barreira natural para todo o lixo que vem da costa ou é deitado ao mar pelos navios que dão a volta ao continente. mas a paisagem deste lado é espantosa e é possível avistar tubarões, se eles aparecerem.

há dois atrativos turísticos além da paisagem natural: a buracona, uma piscina natural de mar e as salinas.

eu fiz uma viagem ao volante de um buggy de cinco horas pela ilha e basicamente corremos as costas todas, com paragem em todos os pontos e banhos de mar a meio e ainda uma paragem especial em casa do primo do guia em espargos, com direito a martini e grogue. às 11 da manhã.

espargos é a capital da ilha, ao norte no centro, e parece um cenário daquelas notícias que aparecem na tv sobre a líbia, mas as pessoas abrem as portas de casa e oferecem grogue e água fresca engarrafada. à cabo verde. nô stress.

a frequência é maioritariamente casais de reformados ou pais jovens com filhos pequenos.

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