a invasão dos amarelos

Ai Weiwei, o artista chinês anti-sistema mais famoso pelo seu recente encarceramento por parte do governo do seu país, num processo com bafo a censura, foi classificado – pela reputadíssima Art Review(1) – em primeiro lugar numa lista das cem personalidades mais influentes do mundo das artes.
No passado ano de 2010, segundo dados da Art Price(2), o artista mais transacionado no mercado de arte foi Pablo Picasso, seguido muito de perto num segundo lugar quase ex-aequo por Qi Baishi(3), um clássico pintor chinês de temas clássicos chineses como árvores, pássaros e flores e que, no seu tempo, (morreu em 1967) gerou um movimento maior de arte na china, onde esta atividade se encontrava praticamente estagnada. a sua obra é padronizada, o seu tipo institucional. apesar de incontáveis, as obras produzidas ao longo de quase cem anos de vida não variam em tema ou técnica.
Num verdadeiro fenómeno de proporções olímpicas, o valor das transações de obras suas em leilões durante o ano de 2010 galgou os $339.231.302, mais do quinto do obtido em igual período imediatamente anterior e ultrapassando – em larga escala – todos os habituais clássicos ocidentais.
No entanto, para nós, aqui na ponta da crise, a cultura deixou de ter ministério, o Continente só vende produto estrangeiro e os chineses quinquilharias.
Algumas obras selecionadas.

喀麥隆

葫蘆黃色

捲心菜

(1) – http://www.artreview.com/profiles/blogs/ai-weiwei-number-one-in-artreview-s-power-100
(2) – http://web.artprice.com/start.aspx?l=en
(3) – http://pt.wikipedia.org/wiki/Qi_Baishi

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